Sou CMO do ecossistema Relojoaria Impala e Herit Watches e co-founder da Confraria do Relógio. Meu olhar para a relojoaria nasce desse lugar: entre marcas, mercado, curadoria e colecionadores.
Relógio não é só estética, preço ou nome no mostrador. Uma boa escolha passa por marca, construção, consistência, distribuição, momento e percepção de valor.
É por isso que meu olhar para a relojoaria quase sempre começa antes do produto. Começa no motivo. Por que aquela marca existe? O que ela entrega de verdade? Para quem ela faz sentido? E por que alguém deveria escolher essa peça entre tantas outras?
Esse tipo de pergunta guia meu trabalho dentro do ecossistema Impala, Herit Watches e Confraria do Relógio.
Nem toda peça precisa ser óbvia para ser relevante. Antes de dizer se um relógio merece atenção, eu tento entender o que existe por trás dele.
Uma boa marca não existe no vazio. Ela tem origem, intenção, consistência e uma razão clara para estar no mercado.
Relógio não é só estética. Material, movimento, acabamento, proporção e usabilidade dizem muito sobre o que uma peça entrega de verdade.
Nem toda marca precisa ser conhecida por todos. Algumas são mais interessantes justamente porque falam com quem sabe o que procura.
Hype chama atenção. Consistência sustenta valor. O desafio é entender o que permanece depois que o barulho passa.
Não existe relógio certo em absoluto. Existe o relógio que faz sentido para uma pessoa, em um momento, por um motivo claro.
Meu trabalho acontece dentro de um ecossistema que reúne tradição, curadoria e comunidade.
A Relojoaria Impala representa uma história construída ao longo de décadas no mercado brasileiro de relógios, com relacionamento, varejo e presença real no setor.
A Herit Watches nasce de uma proposta mais específica: aproximar o público brasileiro de marcas europeias selecionadas, muitas vezes menos óbvias, mas com história, construção e consistência.
A Confraria do Relógio entra por outro caminho: o da conversa. Um espaço de troca entre colecionadores e entusiastas, onde o relógio deixa de ser apenas produto e passa a ser repertório, escolha e cultura.
Entre essas frentes, meu papel é ajudar a construir pontes.
Entre marcas e mercado.
Entre produto e percepção de valor.
Entre desejo e critério.
Não sigo tudo que existe no mercado. Sigo o que genuinamente considero válido. Esse filtro é o que separa curadoria de catálogo e é o olhar que compartilho nos meus textos.